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Como escolher plataforma de e-commerce: guia e checklist

Como escolher plataforma de e-commerce sem se arrepender: os 3 tipos, o que comparar e 12 perguntas para fazer antes de assinar ou contratar.

Por Mind3 Tecnologia · · 8 min de leitura

Ver resumo do artigo5 pontos
  • Não existe a melhor plataforma de loja virtual para todo mundo: existe a que cabe no seu momento, no seu orçamento e no tempo que você tem para cuidar da loja.
  • Há três tipos: por assinatura (rápida e barata para começar), de código aberto instalada por você (barata no papel, cara de manter) e sob medida (mais investimento no início, mais controle depois).
  • O preço de vitrine engana: some mensalidade, taxa sobre venda, apps pagos, hospedagem e manutenção antes de comparar.
  • Num país com Pix, CEP, CPF e CNPJ, o checkout brasileiro e o frete resolvidos pesam mais que a quantidade de temas bonitos.
  • Antes de fechar, descubra como sair: dados exportáveis, domínio no seu nome e redirecionamentos dos endereços antigos.

Para escolher uma plataforma de e-commerce, compare três coisas: o custo total por ano, o que já vem pronto para vender no Brasil e o quanto de trabalho sobra para você. A melhor plataforma de loja virtual é a que resolve Pix, frete e checkout brasileiro sem depender de remendo e que você consegue deixar quando precisar.

A maioria das pessoas escolhe olhando o preço do plano de entrada e o número de temas. Só depois descobre a taxa sobre as vendas, os aplicativos que custam à parte e o tempo gasto configurando o que deveria vir pronto. Este guia mostra os tipos de plataforma, o que muda entre eles e um checklist para fazer antes de assinar qualquer coisa.

Quais são os tipos de plataforma de e-commerce?

Existem três caminhos. Cada um troca dinheiro, tempo e controle de um jeito diferente.

Plataforma por assinatura

Você paga uma mensalidade, escolhe um tema pronto e a loja já está hospedada. É o caminho mais rápido: em poucos dias dá para publicar. O visual vem de modelos, e o que não vem de fábrica você resolve instalando aplicativos, muitos deles pagos mensalmente. Alguns planos também cobram um percentual sobre cada venda.

Plataforma de código aberto, instalada por você

O software em si é gratuito, mas você contrata hospedagem, instala, configura, atualiza e protege. Plugins resolvem Pix, frete e nota fiscal, e cada um tem seu preço, sua versão e seu suporte. Dá muita liberdade, e junto vem a responsabilidade: se um plugin quebra depois de uma atualização, o problema é seu.

Loja sob medida

Uma equipe desenha e constrói a loja para a sua marca, sobre uma base já pronta de funcionalidades. Não é tema, então o visual não se parece com o de outras lojas. O investimento inicial é maior, e a mensalidade costuma cobrir hospedagem, atualizações e suporte.

Como os três tipos se comparam?

A tabela abaixo compara os tipos, não marcas. Dentro de cada tipo há muita variação, então use como mapa, não como veredito.

PontoPor assinaturaCódigo aberto instaladaSob medida
Tempo para publicarDiasSemanasSemanas
Custo para começarBaixoBaixo a médio (hospedagem e instalação)Mais alto
MensalidadeSim, sobe com o planoHospedagem e pluginsSim, pelo tamanho da loja
Taxa sobre vendasVaria: algumas cobramNão, mas gateways cobram a parte delesDepende do contrato: pergunte
Aplicativos pagosComumPlugins pagos são comunsDepende: pergunte o que está incluso
VisualTema, com ajustesTema, com ajustesDesenhado para a marca
Quem cuida da parte técnicaA plataformaVocê ou um profissional contratadoA empresa que construiu
Controle sobre os dadosMédio: confira a exportaçãoTotalConfira no contrato
Melhor paraTestar uma ideiaQuem tem equipe técnicaQuem já vende e quer marca própria

Um detalhe comum nas três colunas: o gateway de pagamento (a empresa que processa Pix e cartão) cobra a própria tarifa em qualquer plataforma. Isso é separado da taxa que a plataforma pode cobrar sobre a venda.

Qual é o custo real: o que somar além da mensalidade?

Compare sempre o custo de um ano inteiro, não o preço do primeiro mês. Some:

  • mensalidade do plano que você realmente precisa, e não o de entrada;
  • taxa sobre as vendas, se existir;
  • aplicativos ou plugins para o que não vem de fábrica;
  • hospedagem, domínio e certificado de segurança;
  • seu tempo ou o de um profissional para montar e manter.

A taxa sobre vendas é a que mais pega de surpresa, porque cresce junto com o seu sucesso. Exemplo: numa loja que fatura R$ 20 mil por mês, uma taxa de 2% sobre as vendas são R$ 400 por mês, ou R$ 4.800 por ano, a mais do que a mensalidade. Se a taxa fosse de 0,5%, seriam R$ 100 por mês. O percentual é só um exemplo: o que importa é você perguntar se existe e fazer a conta com o seu faturamento.

Para um detalhamento de cada custo, veja quanto custa uma loja virtual.

O que perguntar antes de assinar? O checklist

Leve estas perguntas para qualquer plataforma que estiver avaliando. Se a resposta for vaga, anote como um ponto de atenção.

Preço e plano

  1. O que vem em cada plano? Os recursos são os mesmos em todos e só muda o tamanho da loja, ou o que você precisa fica nos planos mais caros?
  2. Existe taxa sobre as vendas? Pergunte de forma direta e peça por escrito.
  3. Quais aplicativos eu vou precisar pagar à parte? Liste o que você quer (carrinho abandonado, avaliações, assinaturas, atacado, feed para o Google) e veja o que está incluído.

Venda no Brasil

  1. O checkout é brasileiro de verdade? Procure CEP que preenche rua, bairro e cidade, CPF e CNPJ com validação, inscrição estadual para quem compra como empresa. Um checkout estrangeiro adaptado costuma perder pedidos nesses detalhes.
  2. O Pix é bem resolvido? O QR Code e o copia e cola precisam confirmar o pagamento sozinhos, e você deve poder dar desconto automático para quem paga no Pix. Entenda mais em Pix na loja virtual.
  3. Como funciona o frete? Veja se há cálculo por região, transportadoras e Correios, motoboy ou tabela própria para entrega local, retirada na loja, frete grátis a partir de um valor e compra de etiqueta dentro do pedido, com rastreio automático. Mais em frete na loja virtual.
  4. E o WhatsApp? Para muita loja brasileira, a venda passa pela conversa. Veja se há botão configurável, link de pagamento para mandar ao cliente e avisos automáticos do pedido. Detalhes em como vender pelo WhatsApp.

Operação e futuro

  1. Quem cuida da loja? Quem atualiza o sistema, protege contra ataques e resolve quando algo quebra? Em código aberto, é você. Nos outros, pergunte o que está no contrato.
  2. Como é o suporte? Em português, por qual canal, em que horário e com que prazo de resposta. Teste antes de contratar: mande uma dúvida e veja quanto demora.
  3. Como eu saio depois? Dá para exportar produtos, clientes e pedidos? A plataforma ajuda a levar a loja para outro lugar? Quem escolhe plataforma pensando só em entrar costuma sofrer na saída.
  4. O domínio fica no meu nome? O endereço da loja precisa estar registrado em seu CNPJ ou CPF, e a loja deve poder rodar nele sem endereço emprestado da plataforma.
  5. A nota fiscal está contemplada? Veja se há emissão integrada ou como ela se conecta ao emissor que você já usa. Cada caso tem exigências próprias, então confirme com o seu contador.

Como saber se meu negócio pede assinatura, código aberto ou sob medida?

Um jeito simples de decidir é pelo momento da loja.

Está começando e ainda não sabe se o produto vende. Uma plataforma por assinatura é o caminho natural. O risco é pequeno, o prazo é curto e trocar depois faz parte do plano. Só não esqueça de ler as taxas e os limites do plano.

Tem equipe técnica e gosta de controlar tudo. O código aberto faz sentido se alguém vai cuidar de atualizações, segurança e backup de forma contínua. Sem essa pessoa, a conta aparece depois, em forma de loja fora do ar.

Já vende, tem uma marca e quer que a loja seja a marca. Aqui a sob medida costuma compensar. Você investe no início, mas passa a ter uma loja que não se parece com as demais e custos mais previsíveis. Vale especialmente quando a taxa sobre vendas e os apps pagos já pesam no seu caixa.

Se você ainda está montando a operação inteira, o passo a passo está em como criar uma loja virtual.

E se eu errar a escolha? Dá para trocar?

Dá. Trocar de plataforma é comum e não precisa ser traumático, mas exige cuidado em três pontos: levar o catálogo (produtos, variações e categorias), manter os endereços antigos funcionando com redirecionamentos 301 e conservar o domínio. Os redirecionamentos ajudam a manter a posição no Google, mas nenhum prestador sério promete que a posição será mantida.

A conclusão prática: a escolha não é para sempre, desde que você tenha pensado na saída antes de entrar. O roteiro completo está em como mudar a loja virtual de plataforma sem perder vendas nem o Google.

Como o mindCommerce resolve isso

O mindCommerce é o caminho sob medida: a Mind3 desenha e constrói a loja para a sua marca, e depois você troca textos, fotos, banners e a ordem dos blocos da página inicial pelo painel, sem programador. O preço tem duas partes, a construção a partir de R$ 3.000 e uma mensalidade que varia com o tamanho da loja, e todo plano tem todas as funcionalidades, sem taxa sobre as vendas e sem app pago à parte. Pix com desconto, frete com etiqueta, checkout com CEP, CPF e CNPJ e WhatsApp já vêm prontos. Os recursos incluídos estão na página inicial, e se a dúvida é sobre fazer a loja do zero com a sua cara, veja a seção sob medida.

Perguntas frequentes

Qual é a melhor plataforma de loja virtual?

Depende do seu caso. Para testar uma ideia com pouco dinheiro, uma plataforma por assinatura costuma bastar. Para quem já vende e quer uma loja com a cara da marca e sem taxa sobre as vendas, a sob medida tende a compensar. Compare pelo custo total e pelo que já vem pronto, não pelo preço do primeiro mês.

Plataforma por assinatura ou loja sob medida: qual escolher?

Assinatura serve para começar rápido com um visual de tema. Sob medida serve para quem quer uma experiência própria, sem depender de apps pagos e sem pagar percentual sobre cada venda. Se você fatura pouco e ainda está validando o produto, comece pela assinatura. Se já tem volume, faça a conta da taxa sobre vendas.

Quanto custa uma plataforma de e-commerce?

O custo tem quatro partes: mensalidade, taxa sobre as vendas (quando existe), aplicativos pagos e a mão de obra para montar e manter a loja. Por isso o preço de tabela diz pouco. Some tudo para um ano de operação antes de comparar uma plataforma com outra.

É difícil trocar de plataforma depois?

Dá trabalho, mas é possível. O que mais pesa é levar produtos, variações e categorias, e manter os endereços antigos funcionando com redirecionamento 301 para não perder posição no Google. Por isso, confira antes de contratar se você consegue exportar seus dados e se o domínio fica no seu nome.

Preciso de programador para ter uma loja virtual?

Não para operar. Em qualquer tipo sério de plataforma, você troca produtos, preços e fotos sozinho. Programador entra na instalação de uma plataforma de código aberto, em ajustes fora do padrão e na construção de uma loja sob medida, que depois você edita pelo painel.

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